Na hora da escolha da cultivar, é comum que o produtor priorize o teto produtivo de cada variedade. Mas é fundamental lembrar que, apesar da grande importância, esse dado não é o suficiente para embasar toda a decisão que origina a safra.
O resultado entregue por uma cultivar desenvolvida em condições ideais pode apresentar desempenho muito diferente em outra realidade, sob estresse hídrico, pressão de doenças ou variação de solo, por exemplo. Afinal, o que define o sucesso de uma safra depende de muitos outros fatores, sobretudo do manejo e da consistência ao longo dos ciclos.
Esse é o ponto de partida para uma escolha estratégica: entender que produtividade e risco são duas variáveis que precisam ser analisadas juntas.
O que determina o sucesso de uma safra?
O potencial produtivo de uma lavoura resulta da conexão entre 03 fatores: genética, ambiente e manejo, e nenhum deles age sozinho.
- A genética define o teto produtivo da cultivar, sua tolerância a doenças, pragas e sua capacidade de manter desempenho em diferentes condições ambientais.
- Já o ambiente engloba solo, clima, altitude e histórico fitossanitário da região. Uma cultivar pode apresentar resultados expressivos no Mato Grosso (Cerrado), por exemplo, mas não é recomendada para o Paraná (Sul), onde as condições regionais são muito distintas.
- O manejo, por sua vez, determina se o potencial genético pode ou não ser atingido. Calendário de semeadura, densidade, adubação e controle de doenças, pragas e plantas daninhas influenciam diretamente o resultado final.
Ignorar qualquer um desses fatores na hora da escolha das sementes é assumir um risco que pode ser evitado.
O que analisar além do potencial produtivo?
Para tomar uma decisão mais segura, alguns critérios práticos devem entrar na avaliação do produtor:
- Desempenho das cultivares: verificar como cada material recomendado para a sua região se comportou em diferentes áreas e safras, não apenas em condições ótimas e/ou ensaios.
- Reação às principais doenças da sua região: resistência à ferrugem-asiática, mancha-alvo, cancro-da-haste e nematoides, por exemplo, varia entre cultivares.
- Grupo de maturidade (GM): compatibilidade com a janela de plantio recomendada pelo ZARC para a sua área e com o ciclo desejado.
- Biotecnologia de proteção: a escolha deve considerar o perfil de pragas da região e a estratégia de manejo de resistência adotada na safra.
Por que trabalhar com mais de uma cultivar?
Um portfólio diversificado de cultivares é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a variação de produtividade ao longo das safras.
Quando o produtor concentra toda a área em uma única semente, o desempenho fica exposto às vulnerabilidades específicas daquela variedade. Ao trabalhar com cultivares que se complementam — com diferentes grupos de maturidade, perfis de resistência e comportamento por ambiente —, o risco se distribui e o resultado tende a ser mais estável ao longo das safras.
A escolha da cultivar começa antes do plantio!
Definir as cultivares com antecedência, cruzando dados históricos da propriedade com as recomendações técnicas para a sua região, é o que define uma decisão estratégica e que visa o resultado.
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